Fotossíntese Filmes · Projeto de pesquisa, cultura e formação
Mulheres Audiovisual
Memória, produção, circulação, formação e direitos. Uma iniciativa que reúne o trabalho de mulheres no cinema e nas linguagens audiovisuais, documenta suas contribuições e aproxima pesquisa, práticas culturais e condições concretas de trabalho.
Trajetória em construção
Não apenas produzir filmes: registrar quem os faz e em quais condições.
Iniciada como pesquisa em 2015 e lançada como plataforma em dezembro de 2016, a iniciativa articula documentação de obras e realizadoras, experiências de cineclubismo, relatos do cotidiano dos sets e ações formativas. Essa trajetória dialoga com o ORA, dedicado às condições de trabalho e aos direitos no audiovisual.
01 · Acervo e pesquisa
Plataforma, catalogação e Mulheres Flix
A Plataforma Mulheres Audiovisual reúne e organiza referências de realizadoras, filmes e produções de diferentes linguagens. A catalogação conecta autoria, memória, informações técnicas e circulação das obras. O Mulheres Flix facilita a descoberta de realizadoras e seus trabalhos, enquanto o mapeamento permanece em desenvolvimento e atualização.
O projeto Histórias de SET abriu espaço para histórias e experiências de mulheres nos bastidores do audiovisual. Entre 2017 e 2021, a agenda da plataforma registrou tirinhas e publicações ligadas à iniciativa. Essas narrativas ajudam a pensar o cotidiano das equipes, o reconhecimento profissional e as relações de poder nos ambientes de produção.
O cineclube aproxima filmes de debates públicos com realizadoras, pesquisadoras e pessoas engajadas nos direitos das mulheres. A agenda documenta dez sessões entre 2017 e 2020, em instituições culturais e espaços de formação, articulando circulação de obras, formação de público e reflexão crítica sobre cinema e sociedade.
Em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do ABC, o Mulheres Audiovisual realizou uma oficina de curta-metragem destinada a mulheres, no campus Santo André. A programação de 21 a 23 de março de 2017, com 40 vagas gratuitas anunciadas, reuniu história do cinema feito por mulheres, exibição comentada, roteiro e práticas de produção e gravação. Pepe AJ e Mariana Zani foram as ministrantes indicadas pela universidade.
A investigação sobre a participação e permanência das mulheres no audiovisual dialoga com o ORA — Observatório de Remuneração do Audiovisual. O observatório amplia o olhar para remuneração, jornadas, acúmulo de funções, desigualdades, assédio, violências e outros padrões de precarização. Seu questionário é voltado à identificação de padrões agregados e não substitui canais formais de denúncia; não devem ser incluídos nomes ou informações que identifiquem pessoas ou empresas.